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"Virada histórica". Lula promete "governar para 215 milhões", Bolsonaro contesta derrota

"Virada histórica". Lula promete "governar para 215 milhões", Bolsonaro contesta derrota

Depois de terminar a primeira volta com menos 2,2 milhões de votos do que Flávio Bolsonaro, Lula da Silva reverteu a desvantagem. Na segunda volta conquistou mais 10,3 milhões de votos enquanto Flávio ganhou 3,7 milhões. Esta reviravolta deve-se, por exemplo, à diminuição da abstenção e também à redução dos votos brancos e nulos. Com mais de 64 milhões de votos reunidos, Lula da Silva é formalmente reconduzido em janeiro do próximo ano.

Cristina Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Brian Snyder - Reuters

Em vésperas de fazer 81 anos (na terça-feira), Lula torna-se o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.

A abstenção caiu de 21,08 por cento para 19,21 por cento, com 2,83 milhões de eleitores a mais nas urnas. Quanto aos votos brancos e nulos houve menos um milhão e 83 mil. Com estas alterações os votos válidos aumentaram cerca de 4,7 milhões. Ou seja, fechada a contagem, o presidente brasileiro foi reeleito com 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões de boletins para Flávio Bolsonaro.
No discurso de vitória, Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu aos idosos que foram às urnas e jovens que organizaram movimentos de rua. 

Também referiu que a sua campanha teve de vencer a "intromissão" externa de plataformas digitais.
Jornal da Tarde - 26 de outubro de 2026

Aliás a regulação das grandes empresas de tecnologia (big techs) foi uma das prioridades que apontou. A par da Segurança Pública (com a criação de um Ministério) e da Educação, Lula não esqueceu que vai ter que conviver com um Congresso Nacional com mais oposição. "Se depender de mim, esse país só tem que ser civilizado, esse país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e ele foi eleito para governar com base no respeito à Constituição", lembrou Lula.
Para os brasileiros fez questão de afirmar que, a partir de agora, "eu tenho que governar para 215 milhões. Eu tenho que governar todas as cidades".

Já o candidato derrotado não reconhece o resultado. Flávio apelidou o resultado da segunda volta de “sacanagem”, assegurou ser “impossível” reconhecer derrota.
Jornal da Tarde | 26 de outubro de 2026

Em causa está a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prolongou em duas horas o horário de encerramento das urnas. "O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil", acusou Bolsonaro.
No entanto, ainda durante a tarde de domingo, a campanha de Flávio Bolsonaro pediu a extensão do horário de votação. Mas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Certo é que o processo eleitoral foi reconhecido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República garantiu, na noite de domingo, que o Ministério Público cumpriu a missão de fiscalizar o processo, combater irregularidades e atuar para que a vontade do eleitor fosse respeitada.
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